vesti o traje do cafajeste
e obedeci o instinto de macho
que corrompe as filhas dessa elite devassa
num menage demente
violo a retina das duas com minha tendência suicida
pra esquecer da vida
uso a obscenidade
orifícios expostos na minha cara
pedidos indecentes de quem não acredita em nada
espalhando cheiro de sexo pelo quarto de motel
e realizo o sonho inconsciente
de todo homem
garotas bonitas são perigosas
e elas adoram quem não presta
queimam em silêncio
chupando meu pau
não pedem flores
fidelidade
não exigem que eu as ame
desde que eu trepe bem
ninguém aqui reza o pai nosso
amar está fora de cogitação
pensei nisso quando pedi pra trocarem a camisinha.
domingo, 24 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Um Samba Lilás.
não cabe em nenhum espaço
não tem nenhum antídoto que amenize
nem fé capaz de um milagre
nada que faça doer menos
revelo minhas fraquezas
numa prece sincera a meu Exu
sofro como homem
deixo o orgulho de lado
tomo um copo de veneno e morro
de saudade
espero o céu desabar
deixo minha tristeza explícita
arreganhada pra quem quiser ver
adoeço de ciúmes
ignoro a lua
perco a fome
deixo o pranto rolar
feito um cão abandonado
arrependido
bebendo cachaça
assoviando seu nome
brigando com deus por ter me feito tão burro
a verdade é que sonho com tua cor
com teu cheiro
nas manhas mal-resolvidas
amor é fogo
que faz gente grande
mijar na cama
todo samba
é motivo pra chorar.
não tem nenhum antídoto que amenize
nem fé capaz de um milagre
nada que faça doer menos
revelo minhas fraquezas
numa prece sincera a meu Exu
sofro como homem
deixo o orgulho de lado
tomo um copo de veneno e morro
de saudade
espero o céu desabar
deixo minha tristeza explícita
arreganhada pra quem quiser ver
adoeço de ciúmes
ignoro a lua
perco a fome
deixo o pranto rolar
feito um cão abandonado
arrependido
bebendo cachaça
assoviando seu nome
brigando com deus por ter me feito tão burro
a verdade é que sonho com tua cor
com teu cheiro
nas manhas mal-resolvidas
amor é fogo
que faz gente grande
mijar na cama
todo samba
é motivo pra chorar.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Um Cara Bom.
nua
em frente o espelho rachado
do meu quarto
reparando seus seios
e silhuetas
olhos morenos
de calma plena
eu apenas observo
ela sendo a poesia
do dia
sinalizando orgasmos com a ponta dos pés
sua pele marrom
fervendo minha palidez
tentando cicatrizar minha ferida aberta
que outra deixou
descansando no meu braço
dizendo que eu não sou tão ruim assim
que sou um cara bom
ela é tudo que me resta
não se trata de amor
sexo também não preenche esse vazio
não tenho o direito de odiar
mulher nenhuma
porque eu sei
que não sou um cara bom.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Outono Lisérgico.
deve ser porque eu não sei tirar fotos
em frente o espelho
com a língua de fora
com cara de retardado
ou porque eu como mais mulheres que o Wando
e passo o dia inteiro de cueca
no sofá
deve ser porque eu não sou tão sensível e inteligente
quanto o seu irmão
porque tenho antecedentes criminais
sequelas e cicatrizes
pelo corpo todo
deve ser porque não tenho tantos amigos gays
como você
e não acredito nesse deus de olhos verdes
que nunca trepou
ou porque te faço gozar com facilidade
deve ser porque escrevo melhor
quando to bêbado
porque não tenho o pau tão grande
como o daquele gringo esquisito
porque não sou bonito
deve ser porque a corda no meu pescoço
arrebentou
porque meus fetiches
extrapolam seu padrão de normalidade
ou porque nunca acredito nas suas mentiras
e ainda carrego comigo
alguns demônios do passado
deve ser porque eu ainda te amo
que você me odeia tanto
eu te entendo.
em frente o espelho
com a língua de fora
com cara de retardado
ou porque eu como mais mulheres que o Wando
e passo o dia inteiro de cueca
no sofá
deve ser porque eu não sou tão sensível e inteligente
quanto o seu irmão
porque tenho antecedentes criminais
sequelas e cicatrizes
pelo corpo todo
deve ser porque não tenho tantos amigos gays
como você
e não acredito nesse deus de olhos verdes
que nunca trepou
ou porque te faço gozar com facilidade
deve ser porque escrevo melhor
quando to bêbado
porque não tenho o pau tão grande
como o daquele gringo esquisito
porque não sou bonito
deve ser porque a corda no meu pescoço
arrebentou
porque meus fetiches
extrapolam seu padrão de normalidade
ou porque nunca acredito nas suas mentiras
e ainda carrego comigo
alguns demônios do passado
deve ser porque eu ainda te amo
que você me odeia tanto
eu te entendo.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Um Ebó Arretado Que Ela Fez Pra Mim.
não posso esquecer seu corpo
seu sorriso largo
todo amor que cê me deu
não posso apagar as lembranças
noites de guerra, de paz
noites de amor
não há receita que faça desaparecer
nem outras mulheres para amar
buscando teu cheiro
no meu travesseiro
fingindo ser forte
pra não chorar na frente dos amigos
desejando te querer
dum jeito leve
livre
solto
preciso do teu abrigo
em madrugadas de trovoada
pra me deixar fora de órbita
e morrer devagarzinho
do seu lado
fazendo pacto com o diabo
trocando minha alma
pra você voltar.
seu sorriso largo
todo amor que cê me deu
não posso apagar as lembranças
noites de guerra, de paz
noites de amor
não há receita que faça desaparecer
nem outras mulheres para amar
buscando teu cheiro
no meu travesseiro
fingindo ser forte
pra não chorar na frente dos amigos
desejando te querer
dum jeito leve
livre
solto
preciso do teu abrigo
em madrugadas de trovoada
pra me deixar fora de órbita
e morrer devagarzinho
do seu lado
fazendo pacto com o diabo
trocando minha alma
pra você voltar.
sábado, 16 de maio de 2015
Mal Dormido.
noites como essa
prolongadas de propósito
derramadas dos copos de cerveja
sem você fica difícil sorrir
é quando a vida perde a graça
que os bandidos começam a chorar
se desarmam e imploram
por uma última chance
essa merda dói
deixa a alma em carne viva
ferida que não cicatriza
esqueço o conhaque na janela
rejeito outros rabos
sofro calado
rezo pro meu pai Xangô
que não quero outro amor
essa poesia suicida que salta dos seus olhos
remenda o rasgo na nossa colcha de algodão
acaba com a minha penitência
e volta pra mim
deus tenha misericórdia dos cafajestes.
prolongadas de propósito
derramadas dos copos de cerveja
sem você fica difícil sorrir
é quando a vida perde a graça
que os bandidos começam a chorar
se desarmam e imploram
por uma última chance
essa merda dói
deixa a alma em carne viva
ferida que não cicatriza
esqueço o conhaque na janela
rejeito outros rabos
sofro calado
rezo pro meu pai Xangô
que não quero outro amor
essa poesia suicida que salta dos seus olhos
remenda o rasgo na nossa colcha de algodão
acaba com a minha penitência
e volta pra mim
deus tenha misericórdia dos cafajestes.
Euclides.
na hora que meu temporal passar
talvez você possa enxergar
que foi por estupidez que abortei nosso amor
cansei de esperar você me chamar
e entendo que essa dor é só minha
preciso do seu sal pra enganar meu coração
talvez eu esqueça de sofrer com outras garotas em minha cama
talvez eu tome um porre e te ligue de madrugada com frio
porque só você me cobriu
e chore bêbado de saudade
faça juras dolorosas
pra você voltar
respeito tua mágoa
fui um canalha
assumo minhas doenças
mas viver sem você pra mim não compensa
necessito-te comigo
sempre
filhos da puta como eu
merecem castigo.
talvez você possa enxergar
que foi por estupidez que abortei nosso amor
cansei de esperar você me chamar
e entendo que essa dor é só minha
preciso do seu sal pra enganar meu coração
talvez eu esqueça de sofrer com outras garotas em minha cama
talvez eu tome um porre e te ligue de madrugada com frio
porque só você me cobriu
e chore bêbado de saudade
faça juras dolorosas
pra você voltar
respeito tua mágoa
fui um canalha
assumo minhas doenças
mas viver sem você pra mim não compensa
necessito-te comigo
sempre
filhos da puta como eu
merecem castigo.
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